Viver do Turismo

A indústria do futuro!

Arquivo para dezembro, 2012

Turismo de luxo

1422959Paris Triunfo

Paris…je t’aime Paris…J’aime vôtre unicité…unique pour moi!

Ser Especial
25/11/2012 – 03h00

Afinal, qual a graça de ter muito dinheiro? Quanto mais coisas se tem, mais se quer ter e os desejos e anseios vão mudando –e aumentando– a cada dia, só que a coisa não é assim tão simples. Bom mesmo é possuir coisas exclusivas, a que só nós temos acesso; se todo mundo fosse rico, a vida seria um tédio.

Um homem que começa do nada, por exemplo: no início de sua vida, ter um apartamento era uma ambição quase impossível de alcançar; mas, agora, cheio de sucesso, se você falar que está pensando em comprar um com menos de 800 metros quadrados, piscina, sauna e churrasqueira, ele vai olhar para você com o maior desprezo –isso se olhar.

Vai longe o tempo do primeiro fusquinha comprado com o maior sacrifício; agora, se não for um importado, com televisão, bar e computador, não interessa –e só tem graça se for o único a ter o brinquedinho. Somos todos verdadeiras crianças, e só queremos ser únicos, especiais e raros; simples, não?

Queremos todas as brincadeirinhas eletrônicas, que acabaram de ser lançadas, mas qual a graça, se até o vizinho tiver as mesmas? O problema é: como se diferenciar do resto da humanidade, se todos têm acesso a absolutamente tudo, pagando módicas prestações mensais?

As viagens, por exemplo: já se foi o tempo em que ir a Paris era só para alguns; hoje, ninguém quer ouvir o relato da subida do Nilo, do passeio de balão pelo deserto ou ver as fotos da viagem –e se for o vídeo, pior ainda– de quem foi às muralhas da China. Ir a Nova York ver os musicais da Broadway já teve sua graça, mas, por R$ 50 mensais, o porteiro do prédio também pode ir, então qual a graça? Enfrentar 12 horas de avião para chegar a Paris, entrar nas perfumarias que dão 40% de desconto, com vendedoras falando português e onde você só encontra brasileiros –não é melhor ficar por aqui mesmo?

Viajar ficou banal e a pergunta é: o que se pode fazer de diferente, original, para deslumbrar os amigos e mostrar que se é um ser raro, com imaginação e criatividade, diferente do resto da humanidade?

Até outro dia causava um certo frisson ter um jatinho para viagens mais longas e um helicóptero para chegar a Petrópolis ou Angra sem passar pelo desconforto dos congestionamentos.

Mas hoje esses pequenos objetos de desejo ficaram tão banais que só podem deslumbrar uma menina modesta que ainda não passou dos 18. A não ser, talvez, que o interior do jatinho seja feito de couro de cobra –talvez.

É claro que ficar rico deve ser muito bom, mas algumas coisas os ricos perdem quando chegam lá. Maracanã nunca mais, Carnaval também não, e ver os fogos do dia 31 na praia de Copacabana, nem pensar. Se todos têm acesso a esses prazeres, eles passam a não ter mais graça.

Seguindo esse raciocínio, subir o Champs Elysées numa linda tarde de primavera, junto a milhares de turistas tendo as mesmas visões de beleza, é de uma banalidade insuportável. Não importa estar no lugar mais bonito do mundo; o que interessa é saber que só poucos, como você, podem desfrutar do mesmo encantamento.

Quando se chega a esse ponto, a vida fica difícil. Ir para o Caribe não dá, porque as praias estão infestadas de turistas –assim como Nova York, Londres e Paris; e como no Nordeste só tem alemães e japoneses, chega-se à conclusão de que o mundo está ficando pequeno.

Para os muito exigentes, passa a existir uma única solução: trancar-se em casa com um livro, uma enorme caixa de chocolates –sem medo de engordar–, o ar-condicionado ligado, a televisão desligada, e sozinha.

E quer saber? Se o livro for mesmo bom, não tem nada melhor na vida.
Quase nada, digamos.

DANUZA LEÃO
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/danuzaleao/1190959-ser-especial.shtml

Esse texto foi sugerido por uma amiga, que agora passa a ser uma das contribuintes do blog, a Melina Vicente. Hmmm, lendo esse texto eu pensei: polêmica! Turismo de luxo! Ou o que era pra ser um turismo de luxo…mas que, nas palavras da colunista Danuza Leão, não mais existe. É cada vez mais difícil ter acesso a coisas exclusivas. Essa globalização de hoje juntou todo mundo numa espécie de mesmo degrau. E o cidadão rico perdeu o privilégio de visitar as cidades mais importantes de mundo e poder usar isso como status. É um assunto para muitas discussões sobre os rumos que o turismo está tomando atualmente. Encontramos no texto – irônico ou não – da Danuza menções às formas de pagamento facilitadas, às semelhanças entre uma loja aqui e no exterior, à proximidade das pessoas de várias classes sociais num mesmo local, e ao consumo de itens cada vez mais caros e exclusivos em busca de diferenciação. Ah, sem contar na suposta perda de direito dos prazeres mais banais para as pessoas que enriquecem.

O certo é que em alguns pontos, talvez, o texto passe uma ideia correta. Como já citei em um post anterior, hoje nenhum lugar no mundo é inalcançável. E viajar está se tornando cada vez mais banal, e todos tem acesso. Paris já não é mais uma exclusividade!! (hahahaha) E cada passo da jornada é registrado com uma sequencia infindável de fotos, que, certamente, serão usadas como prova de que você foi um turista daqueles bem tradicionais! Isso acaba refletindo nas empresas turísticas. A busca pela diferenciação é tão grande que hotéis, restaurantes, agências de viagem…todas buscam desesperadamente algum fator que as faça sobressair, atraindo endinheirados em busca de coisas inéditas e detalhes que poucos tenham acesso. É aquela história do turismo pós-industrial…certamento vivenciamos agora uma nova era. E acredito até que nem possa ser chamado de turismo pós-moderno…afinal, as inovações são tantas, os desejos dos turistas são cada vez mais absurdos que essa nomenclatura não vai bem…

E esse turismo de luxo…será que ainda existe? Por favor, quem ler esse texto, deixe sua opinião nos comentários. É interessante vermos quais as discussões que esse texto da colunista pode levantar!

Turismo sustentável e a cidade inteligente

buzios

Essa é uma postagem menor!

Ontem, 13/12/12, ao assistir um noticiário, o Jornal da Globo, uma matéria muito interessante foi mostrada (clique aqui para ver a matéria). A cidade inteligente e sustentável. Búzios, no Rio de Janeiro, está sendo utilizada como projeto para esse tipo de desenvolvimento urbano. Como sabemos, Búzios é uma cidade turística movimentada e lembrada com um certo charme, principalmente depois da visita da atriz Brigitte Bardot, nos anos 60. E hoje, por ser uma cidade com população pequena, pôde ser usada como piloto para a aplicação de formas de geração de energia limpa e sustentável.

Pesquisando sobre isso, encontrei que esse projeto de Búzios ficou entre os 10 projetos mais inovadores do mundo na área de infraestrutura urbana, numa lista feita por uma consultoria internacional chamada de KPMG. Espera-se que, até 2015, Búzios seja a cidade número 1 na América Latina em consumo eficiente de energia. Isso traz uma série de benefícios tanto para a população local como para os turistas. Com o uso eficiente de energia, é possível diminuir custos em diversas áreas, como hotelaria e A&B e, com isso, menores serão os preços para o turista, sem contar no desenvolvimento da atividade turística gerando menos impactos do que causaria em outra cidade. Búzios está caminhando para se tornar um modelo a ser seguido – apesar dos altos custos do projeto, avaliado em R$ 35 milhões – mas que possibilitam às cidades (turísticas e não turísticas) melhores condições de vida para seus moradores e visitantes.

Será que, com projetos como esse, que utilizam energia eólica e solar, carros elétricos, medidores de energia inteligente e mais uma porção de novidades, podem ser mesmo uma realidade no turismo do futuro?

Milhas aéreas e a facilidade para sua viagem!

Milhas ou pontos de companhias aéreas…
Assunto polêmico para alguns, comodidade para outros, mistério para milhares. O certo é que hoje muitas pessoas querem viajar de avião utilizando as tão faladas “milhas”. Ora, vemos isso nos filmes, nos programas de televisão, em sites de viagem, dentro das próprias agências de viagem. Voar de milhas e ir para qualquer lugar no mundo, quem não gosta? Mas a verdade é, às vezes, não tão radiante assim. Eu, como ex funcionário de uma grande agência de viagens, sei dos martírios dos passageiros para conseguir uma viagem legal sem pagar o valor da passagem. Os programas de fidelidade das companhias aéreas brasileiras foram inspirados nos das companhias aéreas estadunidenses. Uma pesquisa rápida na internet vai te dizer que os programas de fidelidade surgiram em meados dos anos 80, com as companhias aéreas dos Estados Unidos resolvendo dar bônus e vantagens para seus passageiros assíduos, acumulando milhas que poderiam ser trocadas depois por uma viagem que se encaixasse na milhagem acumulada.

Indo um pouco mais a fundo nesse assunto, Guimarães e Borges (2008) afirmam que esses programas de fidelidade estão inseridos numa política de marketing chamada de CRM – Customer Relationship Management, que em português é Gestão do Relacionamento com o Cliente. As companhias aéreas (não somente elas…os hotéis, bem como os transportes rodoviários e diversos outros tipos de empresas e prestadores de serviços) pensaram: precisamos conhecer nossos clientes. Mas como fazer isso? As companhias aéreas, sempre tendo esse papel de vanguarda na indústria do turismo e também no ramo de serviços, passaram então a oferecer cartões fidelidade a seus passageiros – como expliquei acima. O resultado foi positivo! E o conceito se espalhou pelo mundo. No Brasil, chegou no começo dos anos 90, mais especificamente em 1993, com a companhia TAM, e depois com a Varig, em 1994. Esse CRM provou-se, então, uma ótima forma de marketing direto. Os clientes se cadastravam por livre e espontânea vontade e a companhia passava a ter um banco de dados confiável sobre seus usuários, podendo, assim, traçar novas metas e objetivos. Swift (2001, p. 8) relata as aplicações desse CRM: “saber quem são seus clientes e quem são seus melhores clientes; estimular as compras deles ou saber o que eles não vão comprar; saber a hora em que eles compram e como o fazem; conhecer as preferências e torná-los clientes leais; distinguir as características que definem o cliente grande/lucrativo; modelar os melhores canais para atender as necessidades dos clientes; predizer o que eles podem ou irão comprar no futuro; reter os melhores clientes por muito mais tempo”. Isso é muito interessante. O CRM aplicado por essas companhias aéreas e outras mais trouxe grandes benefícios, numa época em que as informações eram bem mais escassas e de difícil obtenção do que é hoje. Um bom gestor de marketing sabe que, para se ter sucesso, é preciso sempre adequar os produtos à realidade consumidora. Essa jogada de CRM possibilitou que as companhias atraíssem novos clientes, seduzidos pelas facilidades oferecidas pelos programas de fidelidade (GUIMARÃES; BORGES, 2008). Ou seja, o sucesso dos programas de fidelidade e as vantagens que eles davam foram alardeadas aos quatro cantos do mundo e todas as aéreas começaram a oferecer esse tipo de vantagem. O resultado disso foi que muitas empresas acabaram caindo numa grande armadilha, pois não fizeram as análises corretas e não levaram em consideração os custos para se manter um programa de fidelidade que premia clientes assíduos, colocando as empresas em grandes problemas financeiros. Um caso assim foi o da Transbrasil, empresa brasileira que já não mais existe, e que faliu, em gande parte, devido aos excessos do seu programa de fidelidade. Percebendo essa realidade, as companhias passaram a ser mais cautelosas com seus programas e, aos poucos, as regras foram mudando. Ano a ano, restringem-se as possibilidades de utilização das milhas, criam-se dificuldades para suas trocas e impõem-se uma série de subterfúgios para diminuir o abuso de serviços grátis. E é bem essa a situação mostrada pelo vídeo em questão. É uma sátira, sim, mas que em boa parte traz verdades. Cada empresa manipula seus programa para tentar, ao máximo, desencorajar os clientes de utilizarem seus pontos ou milhas.

Como experiência própria, sei que uma viagem internacional é bem difícil de se conseguir utilizando esses programas…e, caso a pessoa tenha tido sorte de conseguir, jamais deve tentar mudar um voo ou remarcar um bilhete. Dor de cabeça na certa…não só pro cliente, mas para o agente de viagens que conseguiu o milagre! Mas essa é a realidade em todas as empresas e companhias que oferecem programa de fidelidade? Não, com certeza não. Os programas de hotéis são bem interessantes, pois oferecem uma série de vantagens e benefícios aos participantes, mas muitas vezes é preciso pagar algumas taxas para ser membro. Você chega no hotel e é reconhecido, chamado pelo nome, tendo à disposição produtos de seu gosto e com o apartamento preparado do jeito que você gosta. Vi num filme (Amor Sem Escalas) uma frase interessante sobre esse tipo de tratamento do hotéis: falsa hospitalidade. Se isso for pensado e estudado com maior rigor, acredito que pode mesmo ser uma forma falsa de boa hospitalidade. Você chega e apresenta seu cartão. O atendente procura no banco de dados e vê que você é um grande cliente, suas preferências e gostos, tudo. E aí passa a ser cordial, mudando tom de voz e expressões faciais. Não é uma verdade absoluta, mas acontece sim – outra vez, por experiência própria eu sei como um recepcionista pensa – mas é real.

Voltando ao vídeo. Muito engraçado!! E vocês, o que acham? Deixem comentários aqui sobre o que pensam e se alguém aí já teve mais sorte que azar em fidelidades, não hesite em contar!

Referências do texto:
GUIMARÃES, André Sathler; BORGES, Marta Poggi. E-turismo: internet e negócios do turismo. São Paulo: Cengage Learning, 2008.
SWIFT, Ronald. CRM – customer relationship management: o revolucionário marketing de relacionamentos com o cliente. Rio de Janeiro: Campus, 2001.

Fim de ano, turismo de massa e ônibus

dicas-para-viagens-de-final-de-ano10

Finalmente dezembro! Chega-se a mais um fim de ano e, como sempre, o desejo de viajar cresce em boa parte da população. É tempo de férias, festas, confraternizações.E sempre aos finais de ano, a corrida por passagens é acirrada e cada poltrona, para determinados lugares, é disputada ferozmente pelos brasileiros ávidos por…ah, quase sempre é praia! Confesso, eu também queria ir pra praia…

É aquele famoso turismo de massa. Para relembrar, turismo de massa é aquele surgido depois da segunda guerra mundial e que deu à classe média a chance de viajar e “consumir” turismo, aproveitando todo o aparato da indústria do entretenimento e lazer (TRIGO, 1998). As consequências desse movimento das classes menos abastadas em turismo trouxe ao mundo alguns problemas. Muita gente passou a se deslocar de suas residências e a lotar destinos turísticos que ainda não estavam preparados para receber contingentes tão grandes. Os turistas passaram se acotovelar em aeroportos, esperar em longas filas para entrar em restaurantes e até mesmo a comprar souveniers que não foram feitos na localidade como sendo feitos na localidade (BENI, 2001). Os espaços turísticos foram sendo consumidos desenfreadamente e então começaram a se esgotar. A matéria prima do turismo passou a, de certa forma, morrer, e só então a preocupação com a continuidade entrou em foco, com estudos sendo realizados para medir a capacidade de carga dos destinos turísticos bem como a preocupação com a preservação. Mas, ainda considerando os estudos de Beni (2001, pg. 79), “o turismo de massa conferiu fisionomia marcadamente móvel e dinâmica ao mundo”. Isso quer dizer que esse tipo de turismo também trouxe benefícios. Antes do surgimento desse turismo de massa, uma parcela pequena da humanidade viajava, e os meios de transporte não eram os melhores para permitir viagens longas com objetivos de lazer. Após a segunda guerra e o o surgimento das oportunidades de viagem a todos, o mundo passou a ser visto como espaço de todos, dinâmico. Nenhum lugar era mais impossível de se alcançar. Os meios de transporte haviam evoluído e o turista da época podia sonhar em conhecer qualquer destino. O turismo de massa abriu as portas do mundo para a atividade turística, e esse é um ganho relativamente grande frente os pontos negativos, pois é a partir do turismo de massa que a atividade começou realmente a ser pensada e organizada, englobando estudos sobre o deslocamento humano, uso dos espaços turísticos, ciclo de vida dos destinos turísticos, preservação ambiental, e incluindo o lazer, recreação e entretenimento como componentes da indústria turística. Trigo (1998) até relembra dos estudos sobre essa indústria do entretenimento e lazer feitos pelos frankfurtianos (um grupo de estudiosos marxistas reunidos por essa alcunha por trabalharem com base em Frankfurt), que apontavam como o entretenimento poderia ser utilizado para manipular a massa e destituir-lhes do poder de discernimento, visto que a indústria do entretenimento passou a ser manipuladora e não mais focada nos princípios de simples lazer (ADORNO, 1999). Mas deixemos esse ponto para outro post né!

Então, boa parte dos viajantes ainda pratica o antigo turismo de massa, preferindo ir à praia, lotar as areias, enfrentar filas em mercados, bancas de jornal, restaurantes, shoppings, lentidão no trânsito, preços inflacionados, falta de água e mais um monte de consequências da superlotação do litoral nessa época de alta temporada, e não escolhem outros destinos. Isso é, como mostrado acima, legado da história da humanidade, e ainda precisa-se evoluir muito para que o turismo seja vivenciado em todas as suas vertentes. Mas, abordando agora um outro ponto, como nós, brasileiros, viajamos nessa época de fim de ano? Hoje em dia pensa-se muito no transporte aéreo (e no caos que dezembro causa nos aeroportos), pode-se lembrar também do carro particular, e também existem os ônibus. Quem aí já tentou saber mais sobre os ônibus? Quem trabalha em agência de viagem, como consultor de turismo ou como guia já deve ter, algum dia, se pego pensando em como saber que tipo de ônibus utilizar para uma viagem. As empresas de transporte rodoviário utilizam várias siglas e nomenclaturas para separar sua frota e, na realidade, pouco se fala a respeito disso. Em recente oficina que realizei com uma especialista em turismo social, a Juliana Côco, de Florianópolis, finalmente decifrei alguma coisa! Vamos lá:

Pode-se separar o ônibus por diversas categorias – tamanho, peso, tipo de serviço… – mas aqui, por causa das características do turismo, abordo a categoria de serviços.
Ônibus Econômico: veículo simples, sem equipamentos e facilidades.
Ônibus Convencional: com somente dois eixos, recomendado para viagens até 300 kms. Os bancos reclinam muito pouco, janelas de abrir e em alguns casos podem ter banheiro. A passagem neles é sempre mais barata.onibus convencional
Ônibus Executivo: oferece serviço diferenciado com poltronas e arranjo interno mais confortável. Possui ar-condicionado, descanso para as pernas, som ambiente, TV/DVD, bar, com ou sem comissário de bordo, e banheiro no fundo. Algumas companhias oferecem coberta e travesseiro higienizados. Indicados para viagens de até 600 kms.onibus executivo
Ônibus Leito: dimensões maiores que os demais, poltronas amplas com apoio para as pernas, quase se transformando em cama, dispostas a habilitar o máximo de conforto, sendo desejável a disponibilidade de lanche. Possui também todo o aparato dos demais tipos. Existe o semi-leito, que possui mais poltronas e não inclina totalmente. As nomenclaturas são Leito Turismo, indicado para até 1.600 kms, Leito Total, para viagens de até 2.500 kms, LD (Low Drive), com dois andares e banheiro na parte de baixo, e DD (Double Deck), com quatro eixos, dois andares, sala de jogos.leito turismoonibus ddonibus ld

Agora ficou mais fácil escolher o melhor ônibus para uma viagem. Cada um com sua caracterítisca e benefícios. Muita gente gosta dos ônibus e também existem aficionados nesse tipo de transporte, chamados de busólogos (tenho um amigo que é!). A passagem vai ficando mais cara a medida que o ônibus vai melhorando, e os fabricantes começam a querer competir com o conforto dos aviões. De fato, viajar de ônibus pode ser cansativo, mas cada vez mais eles vão inserindo diferenciais, com empresas que oferecem até poltronas e banheiros para mulheres. As companhias rodoviárias, nota-se, só abriram os olhos para essas questões de marketing agora, e, na minha opinião, podemos esperar uma melhora significativa nesse tipo de transporte daqui pra frente, pois, com os aeroportos cada vez mais lotados, os ônibus voltam a ter papel importante no deslocamento de turistas (sempre foi importante). Com as melhorias nas estradas (ainda poucas, mas ainda assim ajudam), os ônibus podem se deslocar com maior facilidade, e os serviços dentro do veículo vão melhorando. O cliente passa a ter melhores opções de empresas, e as companhias podem até mesmo acabar se utilizando dos sistemas de fidelidade tão famosos pelas companhias aéreas para fidelizar clientes. E assim, vamos viajar no fim de ano e aproveitar as férias!

Referências do texto:
ADORNO, Theodor W. Textos escolhidos. São Paulo: Nova Cultural, 1999.
BENI, Mário Carlos. Análise estrutural do turismo. São Paulo: SENAC, 2001.
TRIGO, Luíz Gonzaga Godoi. A sociedade pós-industrial e o profissional em turismo. Campinas, SP: Papirus,1998.